A minha História
Nasci na Alemanha, filho de operários, que muito trabalharam para conseguir ter algo na vida. Cresci com o pensamento social que temos de trabalhar muito para ter as coisas do dia-a-dia, que a vida é uma luta. Assim, fui sempre muito esforçado, um excelente aluno, sempre no topo das notas. Bastante tímido e retraído, o mundo para mim era meio assustador. Ser adulto parecia ser muito difícil e dar muito trabalho. Educado com as ideias católicas e materialistas, que somos pecadores, que temos que nos redimir dos pecados, que temos de perseguir a perfeição, assim o tentei fazer. Divertir-me para mim era visto como um luxo, o estar descontraído, o viver o momento era algo a fazer só muito de vez em quando. Lia e estudada muito com prazer tentando com isso atingir a minha salvação desde mundo com o qual não me identificava, nem onde encaixava. Sentia-me um patinho feio, um outsider. “O dinheiro governa o mundo”, todos diziam, resolvi assim seguir a área de economia e gestão e sonhava ser um executivo de topo, como aqueles que via nos filmes, em arranha-céus, bem vestidos e sucedidos, em reuniões contínuas em vários lugares do mundo, a ganhar muito dinheiro e a terem tudo o que queriam. Eram felizes aparentemente. E era felicidade o que buscava. Como queria ser diferente, não quis seguir um curso tradicional, e como sempre gostei de matemática e de raciocínio lógico, quando soube da existência duma licenciatura recente que tinha 3 anos que se chamava matemática aplicada à economia e gestão, senti dentro de mim que era por aí o meu caminho.
Tudo parecia fazer sentido até chegar ao mundo real do trabalho. No estágio de fim de curso esforcei-me ao máximo para fazer um estudo estatístico o mais perfeito, o mais exato possível, de acordo com tudo o que tinha estudado. Estive assim a concretizá-lo numa empresa de consultoria, que durou mais de meio ano, estudo até então nunca realizado naquela área em Portugal. Conclusão: o estudo foi um sucesso, já que foi publicado na revista especializada “Exame”, mas no final o diretor da empresa disse que eu era muito perfecionista, que não ia continuar na empresa. Foi um choque para mim. Afinal, tudo o que me tinham incutido, de me esforçar ao máximo, de ser muito trabalhador e fazer as coisas perfeitas, não era realidade? A vida ficou sem nexo, sem sentido. Passei um período de grande crise existencial, afundando-me numa depressão que em poucos meses passou, mas que criou marcas bem profundas. Crise essa que era recorrente, pois não encontrava um trabalho onde me adaptasse, ou quando tal acontecia, algo ocorria sempre que não permitia ficar estável. O Universo parecia estar a dizer-me que o meu caminho não era por ali.
Durante anos fui conhecendo pessoas ligadas às chamadas terapias complementares ou alternativas, já que a medicina tradicional não parecia dar solução às minhas angústias mais profundas. O meu caminho do auto conhecimento foi-se aprofundando, ligando-me à meditação, ao ioga, ao tai chi, iniciando-me no reiki, evoluindo de níveis ao longo dos anos, entre outras áreas da chamada medicina holística integrativa. Algures neste caminho vi um nome que me chamou a atenção: terapia multidimensional. Eu sempre quis estudar a multidimensionalidade das coisas, do Universo, dos números, dos dados, ENTENDER. Comecei a frequentar a casa da Helène Abiassi, a criadora da terapia, participando em sessões, mas tudo aquilo me era muito estranho. Falava-se vidas em várias dimensões, contratos, resgates, afinações, implantes, limpezas, trabalhos no ADN, no nosso duplo e nas equipas de cura, em seres de Luz. Na Lemúria, na Atlântida, em Sirius e Orión, num mundo astral, em portas de evacuação entre muito mais coisas e tudo isso me parecia ficção científica. Acabei por me afastar mas mais tarde, em 2008, através dum amigo que me convidou para ir com ele, fui fazer a formação em terapia multidimensional durante uns dias em Leça da Palmeira. Pouco entrou no meu ser do que aprendi, pois nesse momento talvez não me encontrasse preparado. As anos passaram e sempre ficou o bichinho da terapia multidimensional, o de quer entendê-la, o nome que me fascinava, até que voltei a estudá-la e fiz renovação da formação, fazendo a formação de formadores da terapia multidimensional. Tudo aí começou a fazer sentido, e o fascinou tornou-me em prática e a prática fez com que cada vez mais a entendesse, a amasse e vivesse na plenitude, na Paz, no Perdão e no Amor que ela proporciona.
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